PARATY

Pequena parada numa das joias coloniais do estado do Rio de Janeiro. A natureza e a arquitetura dão um rosto único à cidade de Paraty. Esta é nossa última etapa de ônibus antes de finalmente retomarmos as bicicletas para nossa reta final!

De 27 de abril a 3 de maio de 2013 ~ TOTAL : 8.322 km
Ilha Grande → barco para Angra dos Reis → ônibus para Paraty
Por Bertrand ~ TERRA TRIBUTA

Paraty (ou Parati) é uma pequena cidade turística a 250 quilômetros do Rio de Janeiro. Esse lugar foi privilegiado pela Mãe Natureza; de um lado o mar, do outro, as montanhas. O conjunto torna esse destino um dos mais populares entre os turistas, sobretudo estrangeiros. Nunca encontramos tantos franceses. No albergue onde dormimos, quase todos são francófonos…

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O bairro histórico de estilo barroco, proibido para os carros, é particularmente bem preservado e restaurado. Mas, com a bicicleta carregada, torna-se impraticável. É a pé que descobrimos esse setor onde reinam restaurantes, galerias de arte e sorveterias. Veem-se também charretes que dão a volta na cidade com os turistas.

Em nosso primeiro passeio, assistimos ao nosso primeiro bingo ao ar livre no Brasil. Parecia que a cidade toda estava ali. Era um fim de tarde especialmente bonito, as sacadas estavam cheias de gente!

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Pela primeira vez na vida, Vanessa se dá o prazer de degustar uma refeição de alta gastronomia. Quando o garçom do restaurante Banana da Terra chega com o cardápio, já temos uma vaga ideia do que vamos saborear. Tínhamos acabado de fazer uma entrevista com a chef Ana Bueno e ela preparara diversos pratos para que fotografássemos.

Camarões levemente picantes e flambados na cachaça Paratiana com arroz negro e julianas de abobrinhas

Lombo de peixe selado, com manteiga de alho e ervas sobre banana assada e ninho de alho poró

“Começamos pequeno”, conta-nos essa chef apaixonada que vendia doces e tortas nas praias da cidade. Depois de uma formação de um ano com um chef francês e três meses de prática na Itália, ela voltou a Parati cheia de ideias. “Poderia ter seguido uma outra carreira, mas gosto tanto de cozinhar que larguei tudo para viver minha paixão”, diz Ana com um sorriso.

“A cozinha caiçara mistura influências indígenas, africanas e portuguesas”, afirma Ana que utiliza preferencialmente produtos locais e orgânicos. Obrigado, Ana, por nos ter apresentado para o universo de Banana da Terra !

Depois de todas essa delícias, fazemos uma pequena caminhada em direção ao porto. O oceano está às portas da cidade. Aliás, a cada maré alta, chega mesmo a invadir (ou retomar o que lhe é de direito) algumas ruas. Fiquei fascinado por esse fenômeno que modifica a paisagem urbana e “limpa as ruas” de passagem. O que não deixa de ser problemático pois o lixo vai parar no mar, onde tartarugas, golfinhos e pessoas nadam. Felizmente, são feitos grandes esforços para manter esses lugares limpos, várias pessoas trabalham na limpeza desse pedacinho de paraíso.

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VOCÊ SABIA?

Minha primeira refeição de alta gastronomia aconteceu em 2005 no célebre restaurante Europea de Montreal, no Quebec. Eu e meu amigo, Éric Clément, tínhamos acabado de lançar nosso primeiro livro, intitulado Français de Montréal (Franceses de Montreal). Nosso amigo Jérôme Ferrer, grande chef Relais & Châteaux, preparou então um banquete para nós.

É possível encontrar o RESTAURANTE PER PAOLO, JÉRÔME FERRER em São Paulo!

20 octobre 2005, notre premier lancement de livre en compagnie de plusiieurs français de Montréal dont Jérôme Ferrer (à droite de la photo)

20 de outubro de 2005, lançamento de nosso primeiro livro em companhia de vários franceses de Montreal, entre os quais Jérôme Ferrer (à direita)

Jérôme Ferrer resume sua filosofia numa única frase: « Não sonhe sua vida, viva seus sonhos ».

Longa vida a seus sonhos, querido Jérôme!

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