A CIDADE MARAVILHOSA

Com o apresentar a cidade do Rio de Janeiro hoje? Entre o mar, os morros, escaladas, parapente, o samba e a descoberta dos bairros da cidade, nossa estadia foi intensa, como o próprio Rio!

De 14 a 24 de abril de 2013 ~ TOTAL : 8.322 km
Petrópolis → carro até o Rio de Janeiro (obrigado a Idercio Zirondi)
Por Bertrand ~ TERRA TRIBUTA

Nascer do sol sobre o Cristo Redentor

Nascer do sol sobre o Cristo Redentor


E dizer que vários meses atrás eu e Vanessa pensávamos terminar nossa aventura brasileira no Rio de Janeiro… Embora nossos planos tenham mudado (fim da viagem dia 22 de maio de 2013 em Florianópolis, Santa Catarina), nossa chegada a essa célebre Megalópole de mais de 12 milhões de habitantes desperta um sentimento estranho, entre alegria, excitação e prudência. A triste reputação dos perigos no Rio infelizmente é bem motivada.

Por sorte, nossos simpáticos anfitriões, Anaí Vasconcelos (engenheira ambiental) e Rodrigo Primo (desenvolvedor de softwares livres) nos dão preciosos conselhos para fazer de nossa estadia no Rio um momento inesquecível e seguro.

ESCALADA DO PÃO DE AÇÚCAR

Os arredores do Rio de Janeiro são um verdadeiro paraíso para os esportes em geral, e especialmente para a escalada. Com centenas de vias distribuídas em alguns lugares principais (Pão de Açucar – Corcovado – Morro da Babilônia), Rodrigo e Nana são grandes praticantes desse excitante esporte. Já nos primeiros momentos de nossa estadia no Rio, tenho a sorte de participar de uma escalada com Rodrigo. Partida às 6h30 da manhã. Cerca de três quilômetros mais adiante, deixamos nossas bicicletas para começar uma caminhada bastante abrupta. Logo chegamos ao pé do célebre Pão de Açúcar (396 metros de altitude).

Minhas mãos suam só com a ideia de escalar os 100 metros da Via dos Italianos, uma das mais belas e populares do Rio. É minha vez, Rodrigo me espera na primeira parada. Meu primeiro contato com a rocha granítica é verdadeiramente especial, faz anos que não escalo. Ufa! Não é nada fácil… Depois da primeira parte do trajeto, minhas mãos e meus pés ardem. Os últimos cinquenta metros não serão fáceis, mas que prazer ver o célebre teleférico – que comemorou 100 anos em outubro de 2012 – desfilar sobre nossas cabeças. A vista é espetacular, e Rodrigo um parceiro de ouro.

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RELAXADA NA PRAIA DE COPACABANA

Para os que amam as multidões, o réveillon na praia de Copacabana é um acontecimento e tanto. Mais de dois milhões de pessoas se encontram ali para celebrar a passagem do ano. Na metade de abril, o lugar respira um pouco mais de tranquilidade e, segundo Vanessa, “a água é fria!” (comentário do tradutor: ficou mal acostumada no nordeste!). Nos domingos e feriados, uma parte da estrada é interditada aos carros. O lugar ideal para flanar e conversar. Mas tudo é bastante caro.

MEU SONHO DE VOAR DE PARAPENTE

Agora não dá para voltar atrás. A contagem regressiva começou: 3, 2, 1, “Go!” diz Roni Falcão a 30 centímetros de mim. Nossa corrida sincronizada não será longa, quinze passos adiante, estamos no vazio. Que sensação impressionante! A quinhentos metros de altitude, a vista é de tirar o fôlego. Sabendo que desejo sobretudo tirar fotos e filmar, Roni, da Rio Tandem Fly, assegura um voo bastante suave graças aos seus 25 anos de experiência. Fico até surpreso com a tranquilidade que reina em nosso parapente. Alguns minutos depois – “já”, digo para mim mesmo – damos uma última virada para a esquerda, depois uma última para a direita, a aterrissagem se aproxima. “Não olhe para os pés, mantenha o olhar dirigido ao horizonte”, me diz Roni pela segunda vez. Vanessa nos observa da praia do pepino. Apesar da rapidez de nossos últimos instante no ar, nossa chegada se dá tranquilamente.

Zone Sud de Rio de Janeiro vu depuis l'Unités de police pacificatrice de la favela de Babilônia

Zona Sul do Rio de Janeiro vista da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela da Babilônia

AS FAVELAS DO RIO

As centenas de favelas do Rio de Janeiro, fazem parte da paisagem brasileira há muito tempo. Percorremos uma delas a pé e tivemos a sorte de conhecer um projeto comunitário extraordinário. Regina Tchelly, uma ex-empregada doméstica, nos fala do círculo dos alimentos, de alimentação alternativa, da produção de hortas urbanas acessíveis a todos. Um encontro inspirador com a organização Favela Orgânica na favela da Babilônia que será o tema de nosso próximo artigo.

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O CRISTO REDENTOR ABRAÇA A CIDADE

Impossível não vê-lo dominando o rio a 700 metros de altura. Para chegar até ele, escolhemos o Trem do Corcovado (subida de 4 km, cerca de vinte minutos de trajeto). No caminho, a vista é esplêndida sobre vários bairros do Rio: Lapa, Centro, Leblon, Ipanema. Chegamos no fim da tarde, pouco antes do pôr do sol. A cada ano, cerca de 600.000 pessoas visitam essa obra realizada conjuntamente pelo escultor francês Paul Landowski e pelo engenheiro civil brasileiro Heitor da Silva Costa.

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Lieu mythique pour voir le coucher du Soleil : plage d’Ipanema

Lugar mítico para ver o pôr do sol: a Praia de Ipanema


SEGURANÇA NO RIO

Os conselhos de Naná e Rodrigo foram preciosos: “Evitem essa região de bicicleta, há muitos assaltos”, ou, “Aí não costuma haver problema, podem ir a pé”. Sem querer parecer paranoicos, tomamos bastante cuidado no Rio, tanto de dia quanto de noite. Para facilitar as coisas, andamos principalmente de ônibus e de metrô. Nada de bicicleta, pois é comum não encontrá-la na volta. Vanessa carregava sempre uma bolsa com água, um impermeável e biscoitos salgados (kit muito útil para uma mulher grávida!). Quanto a mim, um saco de supermercado onde levava minha câmera e três lentes ou a filmadora. Nosso aparelho compacto Sony mostrou-se eficaz e discreto. Outra coisa bastante útil para as filmagens: um tripé de bolso.

Anaí Vasconcelos et Rodrigo Primo, nos chaleureux hôtes de Rio de Janeiro

Anaí Vasconcelos e Rodrigo Primo, nossos calorosos anfitriões no Rio de Janeiro

Muito obrigado a Naná e Rodrigo por sua calorosa acolhida no bairro do Botafogo. Será um grande prazer revê-los, por que não no Quebec? Nossa casinha os aguarda de braços abertos. Obrigado também ao meu amigo escalador quebequense Olivier Jamin que me colocou em contato com esses dois escaladores apaixonados!

VOCÊ SABIA?

Para os amantes do Samba, este é um lugar fantástico:

A Pedra do Sal é uma enorme formação rochosa onde o sal importado de Portugal era desembarcado no Brasil, então colônia portuguesa, não longe do mercado dos escravos. Esse bairro recebeu a seguir o nome de “pequena África” em razão das casas coletivas onde viviam os escravos e negros livres que vinham de Salvador.

Esse lugar é uma espécie de berço do samba, como Nova Orleans é para o jazz. “A Pedra do Sal é fundamental para compreender a música brasileira”, explica Guilherme Curi, músico e estudioso da UFRJ, à AFP (agência francesa de imprensa).

Pedra-do-Sal-TerraTributa

Ela fica localizada ao pé da favela « Morro da Conceição » na zona portuária do Rio, um bairro em plena renovação para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. Danielle de Melo canta e dança de pés descalços, os braços levantados, com uma desenvoltura de dar inveja. “Isso aqui é extraordinário”, resume ela, que nunca perde uma segunda feira de « roda de samba » Fonte: AFP

Obrigado finalmente a Elsa Hubert (uma amiga de nossa amiga Muriel Scemama) por ter nos levado para conhecer esse lugar lendário do samba e da história dos escravos africanos.

La ville de Rio de Janeiro vue depuis le Pain de Sucre

A cidade do Rio de Janeiro vista do Pão de Açúcar


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