A ROTA DAS EMOÇÕES

Após sete meses e apenas 5.700 km percorridos de bicicleta, continuamos a nos perguntar: « Por que somos tão lentos? ». Apesar de todos nossos esforços, nossas bicicletas rangem de dores enferrujadas e nossos corpos dizem: « descansem! ». A famosa Rota das Emoções nos ofereceu durante mais de 300 km um saboroso coquetel ventoso de alegria, mas também de desânimo…

De Paulino Neves (MA) a Jericoacoara (CE) ~ de 10 a 20 de dezembro de 2012 ~ 335 km de bicicleta (Total : 5.748 km em 208 dias)

O DESÂNIMO

Nossa lentidão pode ser explicada pelo fato de que documentamos nossa viagem em fotos e vídeos. A foto pode ser rápida, mas nem sempre. Abaixo, um bom exemplo, pois para conseguirmos tirar essa foto tivemos que fazer seis tentativas com o retardador. Nada menos do que isso! E o vídeo exige ainda mais tempo. Apesar de sua paixão pela imagem, Bertrand fica às vezes desanimado pelos esforços necessários para fazer um livro e, ao mesmo tempo, uma série de documentários sobre o Brasil. Ainda mais que nem sempre a luz coopera… Uma sorte que tudo isso seja uma questão de momento e que o instante decisivo nos surpreenda lá onde menos esperávamos!

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Devido à seca, o povo brasileiro que vive na região Nordeste tem que dar provas de grande adaptação. Só para lavar a roupa à mão, é necessário cavar um poço no leito do rio seco. Euclides da Cunha tinha razão: « o sertanejo é um forte! »

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« Não chove há seis meses » dizem-nos as pessoas que cruzamos.

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Alguns minutos depois de deixarmos a cidadezinha de Camocim com o ferryboat, aportamos na ilha do amor. Nosso coquetel preferido nos aguarda: areia mole, vento contra e calor! Pedalamos 15 km em várias horas e chegamos com muito sofrimento a Tatajuba no pôr do sol. Ufa!

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Depois de uma boa noite de sono, carregamos as bicicletas. No programa dessa manhã: travessia de um rio e empurração de bicicletas na areia mole e úmida. Mais uma vez!!

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Antes e depois desta foto, Ercilio Rafael Da Silva (com o chapéu) se mostrava alegre e sorria bastante durante nossas conversas. Mas quando Bertrand tirou a foto pudemos constatar as expressões significativas de uma realidade da região Nordeste onde alegria, resignação, desânimo e esperança coexistem a cada dia.

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A ALEGRIA

Uma das felicidades da vida é poder associar coisas e pessoas. Quando vimos essa casa rosa, pensamos imediatamente em nossa amiga Julie Desjardins. Desde que ela e Patrick tiveram uma encantadora filhinha chamada Ariane, o rosa está em toda parte: quarto rosa, roupas rosas, etc. Obrigada Julie por esse momento de alegria rosa pensando em ti e pelo sol que trazes para nossas vidas.

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Esta manhã, chegamos ao porto de Camocim para tomar um ferryboat e chegar assim à praia que nos levará a Jericoacoara. Que felicidade descobrir essa vida portuária animada e colorida. Um regalo para um fotógrafo!

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Depois de 40 km de areia percorridos em dois dias, chegamos finalmente a Jericoacoara onde a esplêndida duna do Pôr do Sol nos espera. Apesar do grande número de turistas, esse lugar é um pequeno refúgio de paz que vibra ao sopro do vento para a alegria dos windsurfers e amantes do kitesurf! A cidadezinha de 3.000 almas e suas ruas arenosas são agradáveis de conhecer a pé. Quando bate o cansaço, é só pegar um táxi cavalo!

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Quanto a nós, deixamos as bicicletas descansarem e fazemos várias horas de caminhadas a fim de descobrir o litoral desse parque nacional. Bertrand adora os cactos e tirar fotos de windsurfers temerários!

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Deixamos Jeri de ônibus pois não ousamos enfrentar o deserto de areia que a rodeia em duas rodas. Uma ótima ideia, já que até nosso ônibus com suas enormes rodas afunda e quase atola na areia. Imaginem as bicicletas!

Agora é o momento de tirar umas férias à beira d’água (e quase sem bicicleta) para festejar o Natal, o aniversário da Vanessa e o Ano Novo!!! Dez dias para recarregar nossas baterias e completar esse périplo em plena forma em 2013. Boas festas!!

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