JOIAS COLONIAIS: AS CIDADES DE ALCÂNTARA E SÃO LUIS

Repouso, rede, visita a ruas coloridas, travessia agitada de catamarã, repouso, rede e visita a alguns museus resumem nossos cinco dias nas cidades coloniais de Alcântara e São Luís. Duas pequenas jóias imperdíveis no estado do Maranhão!

Alcântara
Depois de nove dias de bicicleta e cerca de 650 km, meu corpo grita em alto e bom tom que está na hora de parar e descansar. O momento é oportuno: acabamos justamente de chegar na bela cidade colonial de Alcântara fundada em 1648. Acampamos na pousada Bela Vista que faz jus a seu nome. Descanso em minha rede admirando a vista soberba da baía de São Marcos e, ao longe, a cidade de São Luis. Melhor do que qualquer remédio para retomar forças!


Bucólica rua de Alcântara onde se encontram lado a lado casas restauradas e outras caindo de velhas. Os paralelepípedos não facilitam muito a vida dos ciclistas!

Bucólica rua de Alcântara onde se encontram lado a lado casas restauradas e outras caindo de velhas. Os paralelepípedos não facilitam muito a vida dos ciclistas!

Durante meu descanso, Bertrand aproveita para visitar essa pequena cidade de 22.000 habitantes, classificada como Cidade Histórica e Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1948. Alcântara seduz rapidamente o visitante com seu conjunto homogêneo de edifícios coloniais brasileiros dos séculos XVII e XVIII.

No fim do século XVII, o rei de Portugal Pedro II prometeu visitar a cidade de Alcântara. Essa promessa deixou a cidade em polvorosa, já que os barões começaram a competir para ver quem construía o “mais belo palácio” a fim de receber a visita real. No final, essa visita jamais se realizou e várias construções ficaram em ruínas. O que explica a elegância e a riqueza da arquitetura original ao lado de numerosas ruínas conferindo hoje um encanto extra a essa pequena cidade. Desde então, os moradores acolhem a cada ano um imperador ou uma imperatriz disfarçados (dependendo do ano) quando da célebre comemoração religiosa e cultural da Festa do Divino Espírito Santo.


Muitas casas são ornadas de azulejos vindos de Portugal. Da maior beleza. Ainda mais quando ao lado de belas portas azuis de madeira e ferro forjado!

Muitas casas são ornadas de azulejos vindos de Portugal. Da maior beleza. Ainda mais quando ao lado de belas portas azuis de madeira e ferro forjado!

A igreja Nossa Senhora do Carmo, recentemente restaurada contrasta com as ruínas vizinhas

A igreja Nossa Senhora do Carmo, recentemente restaurada contrasta com as ruínas vizinhas

Como é bom se refrescar no fim do dia. E hop! Um pequeno salto!

Como é bom se refrescar no fim do dia. E hop! Um pequeno salto!

Pôr do sol na Baía de São Marcos. Foto tirada do centro histórico da cidade

Pôr do sol na Baía de São Marcos. Foto tirada do centro histórico da cidade

Você sabia?
Desde 1990, a cidade de Alcântara está no coração do programa espacial brasileiro. O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) fica situado a apenas alguns quilômetros das construções coloniais!

São Luís


A travessia de catamarã entre Alcântara e São Luís não foi lá das mais tranquilas para nós e nossas bicicletas! Balançamos por 1h30! Felizmente nossas bicicletas estavam bem presas e nós temos colhões, sobretudo Vanessa!(* Piadinha do tradutor brasileiro. A expressão em francês era “coeur solide”, literalmente “coração sólido”.)

A travessia de catamarã entre Alcântara e São Luís não foi lá das mais tranquilas para nós e nossas bicicletas! Balançamos por 1h30! Felizmente nossas bicicletas estavam bem presas e nós temos colhões, sobretudo Vanessa!(* Piadinha do tradutor brasileiro. A expressão em francês era “coeur solide”, literalmente “coração sólido”.)

Vista da costa de São Luis quando de nossa chegada de catamarã. É uma loucura como um barquinho desses consegue carregar tanta gente. Pelo menos trinta pessoas estavam conosco no barco!

Vista da costa de São Luis quando de nossa chegada de catamarã. É uma loucura como um barquinho desses consegue carregar tanta gente. Pelo menos trinta pessoas estavam conosco no barco!

Talvez tenhamos colhões, mas levamos um dia inteiro para nos recuperarmos dessa agitada travessia… No dia seguinte, recuperados, visitamos a pé o centro dessa cidade fundada originalmente por franceses em 1612. São Luis conheceu seus anos de maior prosperidade no início do século XIX com suas plantações de cana de açúcar onde trabalhavam numerosos escravos africanos. A escravidão foi abolida no Brasil em 1888. Hoje, na capital do Maranhão, encontra-se a terceira maior população afro-brasileira depois de Salvador e do Rio de Janeiro.

Vista de conjunto do centro histórico de São Luis que faz parte do patrimônio mundial da humanidade da UNESCO

Vista de conjunto do centro histórico de São Luis que faz parte do patrimônio mundial da humanidade da UNESCO

Assim como em Alcântara, numerosos azulejos ornam as paredes das casas oferecendo uma boa proteção contra o calor e a umidade, onipresentes nessa região.

Assim como em Alcântara, numerosos azulejos ornam as paredes das casas oferecendo uma boa proteção contra o calor e a umidade, onipresentes nessa região.

Uma bela construção colonial

Uma bela construção colonial

Você sabia?
Numerosas festas coloridas animam a cidade diversas vezes por ano. Festas em que a cultura afro-brasileira ocupa um lugar de destaque. Além dessas festas, continua vivo o culto local chamado de tambor de mina que mistura as tradições afro-brasileiras com o cristianismo.

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