A Cidade Branca festeja seus 234 anos!

Lido no guia Lonely Planet : « Hoje, a cidade, adormecida durante uma grande parte do ano, desperta por ocasião do maior carnaval fora de época da região. » Corumbá, a seis quilômetros da Bolívia, é uma cidade portuária que domina o rio Paraguai e o Pantanal. Amanhã, ela sopra suas 234 velas, a chapa vai esquentar!

Corumbá de quarta-feira 19 a quarta-feira 26 de setembro

Que prazer chegar na hora certa e descobrir o desfile de Corumbá! Por quatro horas, vimos numerosos grupos de percussão, clubes de esporte – sobretudo escolas de capoeira –, associações de todo o tipo e mesmo o exército e a polícia federal.

Que prazer chegar na hora certa e descobrir o desfile de Corumbá! Por quatro horas, vimos numerosos grupos de percussão, clubes de esporte – sobretudo escolas de capoeira –, associações de todo o tipo e mesmo o exército e a polícia federal.

No início de sua história, em 1778, Corumbá era um posto militar como testemunha o forte de Junqueira que ainda pode ser visitado hoje em dia. No século XIX, a cidade tinha um dos mais importantes portos fluviais do mundo. A herança desse período fastuoso se manifesta hoje por uma bela arquitetura colorida de estilo neoclássico. Notam-se os esforços para restaurar diversas construções. É bem agradável passear de bicicleta nas ruas organizadas de acordo com um plano hippodamiano (quadriculado). Como a cidade foi fundada no flanco de uma colina sobre formações calcárias, ela tira daí seu nome de « Cidade Branca ». Corumbá se caracteriza portanto por uma parte baixa, próxima do porto, e uma parte alta. Devo confessar que as ruas calçadas e íngremes são difíceis em duas rodas, sobretudo quando faz quarenta graus! Nesse momento, Vanessa me diz: « Estou com vontade de tomar um sorvete de tamarindo! ».

Nossa estadia em Corumbá se traduz também em bastante trabalho no computador. Estamos finalizando a apresentação de nossas conferências nas escolas. Além disso, estamos organizando diversos dossiês concernentes a Terra Tributa. Até que para o primeiro ano de vida dessa organização não está nada mau! Não tendo encontrado ninguém para nos hospedar, passamos nossa estadia em Corumbá num hotel do centro. Depois de um longo dia na frente do computador, decidimos ir ver o pôr-do-sol perto da estátua do Cristo Rei do Pantanal que domina a região e a imensidão do Pantanal.

Que boa ideia passar por essa escada íngreme para ver o pôr-do-sol!

Estátua do Cristo Rei do Pantanal

Com 2.620 km, o rio Paraguai é um dos mais importantes da América do Sul. A imensidão do Pantanal está a nossa frente, ao norte.

Tivemos o prazer de assistir a uma demonstração de capoeira. As origens dessa fascinante arte marcial afro-brasileira viriam especialmente dos métodos de combate e das danças dos povos africanos no tempo da escravidão no Brasil. A escravidão foi abolida no Brasil pela Lei áurea assinada em 13 de maio de 1888. Graças a nossa amiga Audrey e à Cité d’Art de Charlevoix, já até participamos de um curso de capoeira. Aliás, a Vanessa se lembra muito bem de que lhe dei um chute bem no meio da testa! Em suma, temos que praticar mais um pouco …

A escola de Capoeira Cordão de Ouro em ação! Quando dos confrontos ou jogos, os capoeiristas formam uma roda criando um universo ritmado e fascinante. Numa roda típica, encontram-se os seguintes instrumentos tradicionais da música brasileira: três berimbaus, dois pandeiros, um atabaque e um agogô.

Os dois combatentes efetuam muitas vezes acrobacias impressionantes!

Depois de vários dias em Corumbá, decidimos deixar a cidade… de ônibus. Apesar de todos nossos esforços, não conseguimos encontrar um barco que leve para o Pantanal do Norte. O único barco de mercadorias (bastante desconforto durante vários dias) que faz o trajeto até Porto Jofre só sai no dia 9 de outubro. Temos portanto que dar a volta, cerca de 20 horas de ônibus. Chegamos a cogitar ir de avião: 2.200 Reais…

Você sabia? Che Guevara se refugiou em Corumbá um ano antes de sua execução na Bolívia (9 de outubro de 1967). A AFP obteve uma cópia de um relatório confidencial (de 3 de outubro de 1966) do chefe dos serviços secretos paraguaios anunciando ter sido informado por seu homólogo brasileiro da vinda do guerrilheiro. « Che Guevara saiu de Corumbá sob o nome falso de Oscar Ferreira. Está usando barba e viaja no barco Victoria dos Palmares. Deve chegar pela manhã e está encarregado de uma missão », diz a nota secreta. Fonte (AFP) – 7 out. 2007

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