150 km de poeira, pedras e calor extenuante: Serra da Bodoquena

O que fazer? Continuar pelo asfalto ou por um caminho de terra que atravessa a Serra da Bodoquena? Nosso novo amigo, Rogério Silva, que encontramos em Bonito, nos convenceu a tomar o caminho mais longo e mais esburacado com ele. Nossos 4 últimos dias de calor, poeira e pedras em fotos!

Segunda-feira 10 a quinta-feira 13 de setembro de 2012
Bonito→ Morraria do Sul→ Bodoquena→ Miranda
215 km (Total: 3 515 km em 110 dias)

Depois de uma semana em Bonito, retomamos a estrada, acompanhados por Rogério, um jovem apaixonado por bicicleta, viagem e aventura. Talvez o cavalo seja mais adaptado às montanhas e aos caminho que vamos atravessar…

A região do Pantanal é única tanto por sua geografia quanto por sua biodiversidade. Essa imensa planície aluvial de cerca de 200 000 km2 é uma das maiores zonas úmidas do mundo. No coração desse grande pântano, inundado mais de 4 meses por ano, encontra-se uma incrível riqueza. Quase 10 milhões de jacarés, além de onças, pássaros, mamíferos e répteis de todo tipo. Várias cadeias de montanhas rodeiam esse ecossistema situado a apenas 100 – 200 metros de altitude. Passamos 4 dias atravessando uma delas, a Serra da Bodoquena.

Este é apenas o começo das subidas!

A recompensa por nosso primeiro dia de 50 Km : um mergulho nas águas refrescantes desse rio em Aquidaban. Que felicidade! Numerosas cascatas se encadeiam ao longo do rio, formando piscinas naturais escavadas no calcário. Mágico!!

No segundo dia, o pastor Milton Dos Santos e sua mulher Deniria nos acolheram e nos ofereceram um tradicional prato de arroz, feijão e carne. Muito obrigado!

O caminho foi um pouco rude para nossas bicicletas…

Uma peça de meu bagageiro dianteiro quebrou. Felizmente, temos tudo o que é necessário para consertá-lo.

Retardador de 10 segundos: pouco tempo para escalar esta pedra nas redondezas da fazenda California, um dos lugares mais altos do Mato Grosso do Sul.

Há algum tempo, uma espécie de véu proveniente das queimadas embaça o horizonte. Não chove há mais de dois meses, o ar está muito quente e seco. Mesmo assim, Vanessa e Rogério sorriem.

Terceira noite, acampamos em Morraria do Sul, no terreno de Darly, um amigo de Rogério. Muito obrigado!

Tudo o que sobe, desce! Nada fácil com uma bicicleta de 60 Kg e pneus para asfalto, mas que prazer depois das extenuantes subidas da véspera em que percorremos 35 km em 10h!

40 graus, até os tucanos parecem estar com calor!

Depois de 33 km de terra em 5h, chegamos enfim a Bodoquena. Ufa, 4 dias extenuantes. Fazemos uma última refeição com Rogério e nos despedimos. Nosso novo amigo cicloturista volta para a casa dele em Bonito. Apesar dos 40 graus, tomamos a estrada em direção a Miranda. Trasnpomos 58 km em 4h (o vento nos ajudou um pouco)! Pouco antes de chegar à cidade, vemos nossos primeiros tuiuiús (Jabiru mycteria), pássaro símbolo do Pantanal. Bom augúrio para os próximos dias!

Para terminar, um imenso obrigado a Rogério por ter nos metido nessa aventura poeirenta e maravilhosa!

Publicités