VENTO NA CARA, PRAIAS E DELICIOSAS FRUTAS: LITTORAL DO LAGO ITAIPU

Quem imaginaria que ficaríamos 25 dias na casa do Fábio em Foz d’Iguaçu? Não nós, em todo caso! Obrigado por essas maravilhosas lembranças. Apesar da saudade, tomamos a estrada sorrindo e com o vento em plena face. Direção: Camino Das Aguás costeando o lago de Itaipu!

Do sábado 18 de agosto à quarta-feira 22 de agosto de 2012
Foz do Iguaçu→ São Miguel do Iguaçu→ Santa Helena→ Iguaporã → Mercedes→ Guaíra
240 km (Total: 2645 km, 87 dias)

Obrigado a Fábio Silva!

Apesar do calor e das diversas subidas, esse primeiro dia se passa bem. Estamos muito felizes por retomar a viagem. Bertrand já está melhor e sua sinusite parece ter sido aplacada após uma semana de antibiótico.

Terminal Turístico de Balneário Ipiranga em São Miguel do Iguaçu

Depois de 55 quilômetros, descobrimos o Terminal Turístico de Balneário Ipiranga em São Miguel do Iguaçu. Esse terminal turístico é uma das 7 praias artificiais criadas em meados dos anos 1980 pela Itaipu Binacional, a mega-central hidrelétrica (ver a seguir o artigo Terra Tributa sobre Sinapse). Nosso programa está feito: banho, sesta meio na sombra, meio no sol, preparação da massa e instalação da barraca. Apreciamos a tranquilidade do recanto nesse sábado. Em contrapartida, à noite, quando nos dirigimos a nossos sacos de dormir, música e barulho de carros se entrechocam num “brouhaha” que nos impede de fechar os olhos. É proibido som alto no camping, mas não há ninguém para fazer com que essa regra seja respeitada nessa noite de sábado de inverno. Suportamos portanto o incômodo e fazemos da música “boom boom” a todo volume nosso acalanto…

Os dias seguintes se resumem a: sol, calor, vento e subidas que nunca nos deixam, assim como a paisagem agrícola. Atravessamos campos de soja e de milho a perder de vista. Há muito poucas árvores para nos proteger do sol. No entanto, há nem bem 60 anos, o oeste do Paraná estava coberto de florestas subtropicais. A partir dos anos 1950, a colonização agrícola por imigrantes do Rio Gra nde do Sul causou um desmatamento intensivo. Solos de origem vulcânica muito férteis e um clima úmido e quente o ano inteiro permitem uma alta produtividade agrícola. Sentimos falta das árvores nessa quente estrada campestre que costeia o lago de Itaipu.

Domingo à noite, encontramos tranquilidade e frescor no terminal turístico de Santa Helena. Há muita gente na praia, mas, à noite, um guarda faz respeitar a regra do silêncio. Para nossa grande felicidade!

MISS E MISTER 2012 DE IGUAPORÃ

Chegando à entrada dessa pequena cidade, paramos diante da primeira casa para saber se podemos acampar perto dali. A resposta certamente não os surpreenderá. Yvonne nos convida na mesma hora para nos instalarmos atrás de sua casa. Apresenta-nos a seu marido Jorge que insiste que durmamos dentro da casa. Ele nos diz sorrindo: « nossa casa é modesta, mas nossos corações são grandes! ». Esse jovem casal acaba de festejar seus 3 anos de vida comum. Temos mesmo direito a uma demonstração de dança por parte de Miss e Mister Iguaporã 2012! Obrigado por sua hospitalidade!

Obrigado Jorge e Yvone por sua acolhida

Antes de partir, fazemos uma pequena visita guiada ao jardim onde encontramos mangas, abacates, goiabas, café, jabuticabas, bananas e uma pequena fruta laranja e azedinha chamada « alexias ». Uma delícia para mim, a gulosa, e para Bertrand, o fotógrafo!

Logo chegamos à praia artificial de Porto Mendel onde fazemos um lanche. Um pneu furado na minha bicicleta nos atrasa um pouco (Vanessa 2 X Bertrand 6). Saindo da praia, temos a surpresa de encontrar um vendedor de produtos coloniais, Darci Ferreira, que nos dá 6 linguiças Blumenau. Elas darão um toque especial a nossos macarrões com legumes. Obrigado, Darci!/span>

Obrigado a Darci Ferreira pelas deliciosas linguiças!/span>

À tarde, encontramos diversas árvores de « alexias » e goiabeiras que tornam a estrada mais agradável. Pela primeira vez, degustamos até uma banana colhida diretamente da bananeira à beira do caminho! A estrada é um pouco esburacada, mas tranquila. No final da tarde, decidimos dormir no hotel da cidadezinha de Mercedes. É difícil acampar aqui e precisamos de uma conexão internet para trabalhar essa noite. Quando chegamos a Mercedes, às 16h30min, um painel eletrônico anuncia a temperatura de 35º: isso é que é inverno!

FIM DO ESTADO DO PARANÁ

No dia seguinte, às 7h30, vazamos em direção a Guaíra. Percorremos os 50 km em 4 horas! O recorde dos últimos dias. Descansamos um pouco numa lanchonete antes de visitar o Museu Histórico de Guaíra e a fofa igreja de pedra. Essa cidade era a porta de entrada das magnífica Salto de Sete Quedas. Pouco tempo antes de ser engolida pelo lago da barragem de Itaipu, uma onda de turistas brasileiros e internacionais veio admirar pela última vez essa maravilha natural. Como as instalações não tinham sido concebidas para receber tanta gente, uma passarela cedeu com uma quinzena de turistas. Triste fim. Essa cidade marca nossa última etapa no Paraná. Atravessando a ponte, descobrimos um novo estado, o Mato Grosso do Sul, e uma nova região, a Centro-Oeste!

Igreja de Guaíra, construída com pedras vindas do Salto de Sete Quedas

A caminho de um novo estado, o Mato Grosso do Sul, e de uma nova região, a Centro-Oeste

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