Ilha de Santa Catarina ou « ilha da magia »

30 de maio de 2012, Florianópolis – Chegamos ao Brasil domingo, dia 27.  Depois de uma escala em Toronto, outra em São Paulo e 19 horas de deslocamento, aterrissamos em Florianópolis, Ilha de Santa Catarina, também conhecida como a ilha da magia.  E já nas primeiras pedaladas o encantamento parece ter feito efeito sobre nós !

Depois de montar nossas bicicletas e nossos alforges, saímos pela noite com nossas magrelas a fim de encontrar um lugar onde montar nossa barraca.  Algumas horas mais tarde, conhecemos Camille, uma simpática Suiça que está fazendo um estágio em etnobotânica no Brasil.  Ela colabora num estudo sobre uma árvore emblemática do sul do Brasil : o pinheiro Araucaria angustifolia e sua ligação cultural com as comunidades.  Camille gentilmente nos convida para montar nossa barraca no terreno da casa que ela está alugando.  Não perdemos a oportunidade e vamos com ela até sua casa.  Lá chegando, os proprietários dizem que não precisamos acampar, que podemos muito bem ficar dentro da casa.  E que podemos permanecer ali toda a semana, grátis !  Apreciamos muito a generosidade brasileira que aqui parece ser bem costumeira.  Ainda não acreditamos que aterrissamos nessa casa de surfistas, a dois passos da imensa praia do Campeche (5 Km).  Temos até internet wi-fi, utilíssima para que preparemos a aventura brasileira que começou a germinar em nossas cabeças dez dias atrás.

Graças aos contatos de Antoine Verville do Regroupement des Organismes de bassins versants du Québec (Agrupamento dos Organismos de Bacias Hidrográficas do Quebec) – ROBVQ, encontraremos alguns brasileiros que trabalham com a temática da água e estão se preparando para o Rio+20, o famoso encontro das Naçoes Unidas que se segue à Cúpula dos Povos no Rio de Janeiro.  Para que esses encontros se façam ainda mais enriquecedores, decidimos fazer aulas de português na Ilha de Santa Catarina.

Não mencionaremos que as praias são magníficas e a água bem quentinha; vocês achariam que estamos de férias !  Não esqueçam que temos primeiro que descobrir antes de podermos testemunhar e partilhar com vocês ;-).

Para concluir, estamos muito felizes que nossas boas estrelas estejam sempre conosco, até no caso da máquina fotográfica de Bertrand, esquecida num bar…  Um amigo de Camille guardou o precioso objeto e nos devolveu.  Merci beaucoup Marcelo !  Até encontramos, graças à Camille, um tradutor brasileiro de origem alemã que fala francês !  Fernando Scheibe criou esta tarde junto com a gente a versão brasileira de TerraTributa.org.

Três dias decorridos, a magia opera já em nosso corações.  Obrigado Brasil e a todos aqueles e aquelas que encontramos até aqui e que nos deram essa bela acolhida.  A aventura começa bem !

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